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Maria Martins

Maria Martins

O Brasil tem uma dívida com sua história praticamente impagável. Provavelmente ela nunca será paga, porque o brasileiro – eu no meio – tem memória curta e sofre com a colonização imposta pela indústria do entretenimento a serviço do status quo.

Abordo este assunto porque lembrei de um livro: “Maria Martins, uma biografia”, 2004, de Ana Arruda Callado, é uma dessas tentativas de pagar o impagável. Conta a história de uma artista que o Brasil não conhece.

Maria foi amiga de Picasso, Léger, André Breton e Piet Mondrian. Artista genial, foi também mecenas, escritora, embaixatriz. Viveu amores proibidos, um deles com Marcel Duchamp, conviveu com poderosos e teve poder.

Pegando emprestado de CDA, Maria de Lourdes Faria Alves Martins, filha de senador da República, trocou o destino de dondoca e foi ser guache na vida. Teve amantes de vários matizes, como o duce Mussolini.

Um outro livro, “Maria”, de Francis M. Naumann, Dawn Ades, José Resende e Veronica Stigger, de 2010, faz uma compilação de sua obra espalhada pelo mundo. É um registro único do trabalho dessa brasileira.

Leia mais em:
Livro reúne obra de Maria Martins, primeira surrealista na América Latina
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