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As redes sociais estão expondo nesta eleição a nova cena em que se move o jornalismo. Há cabos eleitorais postando propaganda como se fosse notícia e funcionários indicados ou contratados por partidos reproduzindo no fêicebuqui e twitter a poluição visual em que se transformaram as cidades. Também há os ingênuos que acreditam, é claro, numa ou noutra proposta ou em partidos.

Propaganda na rua e na internet

Propaganda na rua e na internet

Lembrei de um post antigo de Jorginho Ramos no FB para um jovem jornalista não expor sua imagem. Sinceramente, não sei como será daqui pra frente, mas é preciso uma reflexão. Não sairemos incólumes das redes, creio. Antigamente vendíamos nossa força de trabalho, mas não havia a exposição desses tempos pós-modernos e pelo menos pros de fora preservávamos a consciência.

Aninha Franco, em seu perfil no FB, botou o dedo numa ferida e terminou acertando em cheio nos que usam versões para explicar o mundo. Mas o mal não vem sem o bem do lado. As redes sociais tiram a todos do anonimato das antigas assessorias. O jornalismo-assessor brasileiro nunca copiou o modelo americano do porta-voz. Assessorávamos mas não mostrávamos a cara ao tapa. Agora mudou.

*Marcos Venancio Machado não acredita em partidos (só em alguns inteiros), em salvadores da pátria, tiranos ou governos de qualquer matiz.

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