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Príncipe encantado que nada! Bom mesmo é o lobo mau, que te ouve melhor, te vê melhor e ainda te come melhor!

Garotas Perversas

Príncipe ou lobo?

Príncipe ou lobo?

Muitas mulheres e homens que conheço sonham com um príncipe encantado. Ele não tem gênero definido, nem é ômi nem mulé, como diz o sertanejo. É uma idealização do sentimento humano de querer sempre o melhor. O querer como posse.

Homens heterossexuais querem mulheres estonteantes, embora a maioria nem saiba o que fazer com “aquilo” na hora H, princesas encantadas de bunda grande e pernas grossas. É da natureza voyeur do masculino.

Mulheres imaginam homens altos, musculosos, inteligentes, bem-sucedidos. É da natureza de perpetuação da espécie, dos filhos protegidos pelo príncipe encantado que a evolução natural selecionou.

As relações sociais mudaram, a mulher de quadril largo lá de cima não é mais necessária para garantir nascimentos saudáveis e sem riscos. O macho musculoso não serve mais para proteger a prole, mas o cérebro reptiliano continua ali dentro.

Desde Lunik 9 Gilberto Gil profetizava o fim da idealização, do romance e (estou forçando a barra, sei…) dos príncipes e princesas encantados. Que nada! A propaganda reinventou a lua e o espaço.

Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar

O dia dos namorados é pra isso. Pra falar do princeso que não apareceu e da príncipa que sumiu nas ruazinhas do shopping center. Chegar atrasado pra ver a amada porque as lojas estavam lotadas e comprar seu perdão com orquídeas de papel.

Sapos e lobas, correi!

Sapos e lobas, correi!

Príncipes e princesas encantados de mãos dadas, corações de crepom por todo canto. Dia de reafirmar amores eternos e laços que nem faca afiada corta. Sapos e lobos devem se cuidar e pedir proteção ao Ibama. Mas a vida real do cinema é muito melhor.

No filme “Sete dias com Marilyn”, sobre as filmagens de “O príncipe encantado”, de Laurence Olivier, uma frase desmonta o mito do príncipe. “Olivier é um grande ator que quer ser uma estrela e Marilyn é uma estrela que quer ser uma grande atriz”.

A película de Olivier é mal dirigida, tem um roteiro fraco, e é Marilyn quem salva a produção. O príncipe britânico é o sapo e ela a princesa.

Neste Valentine’s Day tupiniquim, esqueça o ideal, mande o príncipe à merda, mas, por precaução, não esqueça de comprar as rosas…

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