O curso de Comunicação da Faculdade Social promoveu esta semana um debate sobre jornalismo político. Os palestrantes foram os jornalistas Paixão Barbosa, ex-coordenador da Agência A Tarde, atualmente diretor de jornalismo da assessoria de comunicação da prefeitura de Salvador, e Marcos Venancio, este escriba, ex-repórter de política e atualmente metido com vídeos, internet e redes sociais.

O evento fez parte do programa “Café com Prosa”, incentivado pela coordenadora do curso de Comunicação, Jussara Maia. Teve transmissão via Twitcam, com a professora Tatiana Lima, mediação da professora Bárbara Souza e participação de três dezenas de estudantes.

Paixão falou de sua experiência na cobertura política, criticou a reportagem focada só na declaração da fonte…

Jornalista político fica preocupado com quem disse o quê…

…e fez a plateia se envolver no debate. A questão do duplo emprego também foi abordada e criticada. Paixão disse que em política, principalmente, não é ético ser assessor e repórter ao mesmo tempo.

Waldir em campanha, 1986

Waldir em campanha, 1986

O jornalista também falou da cobertura da eleição ao governo da Bahia de 1986, que opôs Josaphat Marinho e Waldir Pires…

Contava linhas e media fotos para que os 2 candidatos tivessem o mesmo espaço

Já o escriba aqui, influenciado pela lida atual, deitou falação sobre internet e meteu a política no meio. Lembrou casos recentes nas redes sociais, como a veiculação no Facebook de notas contra um deputado do DEM que apesar de ter se declarado a favor das cotas, contra a posição do partido, foi acusado de ser a favor. E não se defendeu…

Para exemplificar a importância das redes, lembrou a mancada do deputado Roberto Freire (PPS), que postou no Twitter, pensando ser verdadeira, informação do site g17.com.br de que Dilma teria autorizado a troca dos dizeres “Deus seja louvado” na nota de 50 reais por “Lula seja louvado”.

E aí Paixão arrematou o título da manchete lá de cima…

Na internet tem mais joio do que trigo, jornalista precisa triar…

O papo abordou ética, crise da imprensa, conselho regulador para o setor, perspectivas de salário, posicionamento político dos veículos e outros temas. Preocupado com o que ia dizer, este jornalista-palestrante esqueceu de anotar o resto. Por sorte o núcleo de TV da faculdade gravou em vídeo. Em breve ele será postado aqui.

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