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Um dia desses, numa roda online com uma galera do Facebook, quase fui linchado por afirmar que o Twitter é mais democrático, amplo e aberto que outras redes sociais. Na tentativa desesperada de escapar do linchamento, a solução foi apelar para a semântica. Afinal, fumo e moço em Portugal significam vapor e criado, mas no Brasil têm o sentido de tabaco e jovem. E fui parar na discussão compartilhar versus share.

compartilhar
com.par.ti.lhar
(com2+partilhar) vtd Participar de, ter ou tomar parte em: Compartilhou a sorte do esposo. Compartilhou com os seus soldados a glória do triunfo.

Compartilhar é a palavra da hora! A explosão das redes no Brasil ungiu esse verbo transitivo direto ao estrelato. Traduzido do inglês “share”, carrega o pecado dos sentidos diferentes das línguas, porque o original é muito maior.

share1
n 1 parte, porção, quota. not much went to my share / meu quinhão foi pequeno. 2 ação, fração. will you have a share in it? / tomará parte nisto? • vt 1 ter em comum, usar junto, gozar em comum, compartilhar. he shared his luck with me /ele participou da minha sorte. I shared his grief / compartilhei da sua tristeza. 2 dividir, repartir. 3 tomar parte, ter interesse, ter ações. mining share participação em mina.ordinary share Com ação ordinária. preferred share ação preferencial.

Global

Global

É a cara da leitura rápida desses novos tempos cibernéticos. Share é mais amplo, porque vai além do mero ato de repartir, de partilhar, e inclui significados como “ter em comum”, “usar junto”, “gozar em comum”. Mas em redes como Facebook e G+ o que acontece geralmente é o compartilhamento de gostos pessoais (música, literatura etc), preconceitos, preferências (religiosas, esportivas, políticas), publicidade, assessoria de imprensa e por aí vai. E tudo num grupo restrito, de no máximo cinco mil “amigos”.

Followers

Followers

Zuckerberg pensou no conceito de “amigos” desde o início da rede em Harvard. A ideia sempre foi a de grupos pequenos, protegidos numa nova sala de bate-papo que reproduzia o ambiente do campus. Funcionar, funciona. É útil, é. Mas peraí. É a mesma coisa antiga numa roupa nova, e de grife.

Piu...

Piu...

O Twitter não cria “amigos”. Somos todos seguidores e seguidos. O “share”, o “usar junto”, é intrínseco ao ato de tuitar. A rede é mundial, seguimos pessoas e grupos de todo o mundo e o inverso também é verdadeiro. Ao rolar pelo Twitter, a impressão de “usar junto” é muito maior que em outras redes. Boas frases, informação e mais informação, tendências locais e mundiais, está tudo ali. Na madrugada desta quinta pra sexta, Tony Tornado estava em primeiro nos TTs. Sabe por que? Porque ele deu entrevista no Jô e as pessoas comentaram. Milhares e milhares trocando impressões sobre esse grande ator.

@mvenancio tem três mil seguidores e segue todos eles, sem preconceito.

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