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Preconceito (prefixo pré- e conceito) é um ‘juízo’ preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude ‘discriminatória‘ perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou ‘estranhos’. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, racial” e sexual.

Paraguay Illustrado

Paraguay Illustrado

O preconceito no jornalismo brasileiro está lá no começo. O jornal Paraguay Illustrado, da corte de D. Pedro II, já ridicularizava os povos guaranis em charges.

Para saber mais, leia o texto de Mauro César Silveira, ‘As marcas do preconceito no jornalismo brasileiro e a história do Paraguay Illustrado

O ser humano tende a ser preconceituoso, no sentido de que reage a tudo que lhe é estranho ou não lhe é semelhante, e por isso o jornalismo não poderia ficar imune. O

problema, é que a notícia tem como destinatário um público diversificado e o jornalista não tem o direito ao preconceito contra setores desse mesmo público.

Homer Simpson & Marge Bouvier

Homer Simpson & Marge Bouvier

É atirar no próprio pé, como o banner discriminatório da Perini sobre uma corrida de rua.

Recentemente, havia em algum lugar o texto de uma menina sobre amor com opinião preconceituosa sobre casais de idades diferentes. Obviamente, essa pode ser uma preferência pessoal, nunca uma verdade dfefinitiva e real sobre o assunto.

 

Woody Allen & Soon-Yi Previn

Woody Allen & Soon-Yi Previn

O preconceito está no dia a dia. Há os de opção sexual, de cor, de idade, de poder aquisitivo, de nível escolar. Muitos transformam a preferência pessoal em “opinião abalizada” sobre o assunto. Fulano é o cara ou não porque é gordo, magro, porque prefere sexo de lado, porque seu cabelo é azul.

Se exercido numa roda de amigos já é um absurdo, amplificado na mídia fica ainda pior. O jornalista não tem direito ao preconceito, mas o que se vê é justamente o contrário. Alguns têm repercussão grande, como o caso de Rafinha Bastos, que fez, evidentemente, uma afirmação preconceituosa contra Wanessa Camargo. Se ela, para seus padrões, fosse “feia” também seria “comida”? Com certeza, não.

Caetano é quem tem razão: “somos uns bossais”. O jornalismo está recheado de bossais preconceituosos até o pescoço. Um post do “Vômitos Compulsivos“, de junho, retrata bem a realidade das redações.

Hoje pela manhã, cerca de 10 horas, aconteceu um acidente em São Caetano em São Paulo. Um ônibus da linha metropolitana perdeu o controle em uma curva e caiu de uma ponte/viaduto em cima da linha do trem, que não conseguiu parar a tempo e chocou-se com o ônibus caído. Uma tragédia. Enquanto via o anúncio na globo entre um programa e outro eu me perguntava como aconteceu, se o motorista estava bem, qual era a situação das vítimas, portanto qual não foi a minha surpresa ao ouvir a repórter informar que quem dirigia o ônibus era uma mulher. Simples assim, sem informar o estado dela, nem nada, só ‘quem dirigia o ônibus era uma mulher’

O ex-presidente Lula também é um exemplo do preconceito que permeia as redações. Muitas vezes, um coleguinha buscando a crítica política usou a discriminação para isso. Até mesmo o grande João Ubaldo Ribeiro, romancista dos maiores e jornalista na juventude, cometeu esse erro, ao dizer, certa feita, que Lula não entendia de caju. Usou sua erudição preconceituosamente contra o ex-presidente. Está tudo no texto “A linguagem do preconceito no jornalismo brasileiro“, de Bernardo Kucinski.

É uma pena que o presidente Lula não seja nordestino, portanto não conheça bem a farta presença sociocultural do caju naquela remota região do país…”, escreveu João Ubaldo. Alegou que Lula não era nordestino porque tinha vindo ainda pequeno para São Paulo. E em seguinda esparramou-se citações sobre o caju, para mostrar sua própria erudição.

No telejornalismo, há preconceito até contra os sotaques regionais, principalmente o nordestino, mas também contra os gaúchos e outros. Em 2010, o Ver TV da TV Brasil debateu o assunto.

Para encerrar, sobre o texto discriminatório a respeito de casais de idades diferentes, mas também de cor de pele, de altura, de peso etc, segue uma relação de pares tirada da internet que desmente essa baboseira preconceituosa.

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