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Radamés Gnattali e Tom Jobim

Às vezes tomamos decisões difíceis com base no instinto. Erramos, quase sempre, e acertamos, raramente. Comecei a pensar nisso há uns meses, quando retomei o violão depois de alguns anos. Um virginiano busca a perfeição, ou pelo menos pensa que busca, incentivado pela baboseira que os signos revelam. Afinal, “a perfeição é uma meta defendida pelo goleiro” [Gil].

Quando ouvi pela primeira vez alguém tocando “Meu amigo Radamés”, de Antonio Carlos Jobim, no violão, decidi nunca mais tocar em público. Essa foi uma decisão instintiva, quebrada raramente e só em situações críticas. O maestro escreveu a canção para piano, no qual já é difícil de executar.

Ao violão, a partitura exige uma mecânica, diria, quase impossível de realizar. É preciso ser tão genial como Jobim para fazer a transposição. Abaixo, segue um levantamento ligeiro no google.com com “Meu amigo Radamés” em cinco interpretações.


Tom e Radamés ao piano


Violão, com Dinho Oliveira


Orquestra


Piano e guitarra


Piano elétrico, contrabaixo e bateria

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