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No domingo, postei sobre os problemas que a publicidade enfrenta com as redes sociais. Em resumo, a história (Publicidade perde o rumo na rua de mão dupla das redes sociais) dizia que a via da comunicação se tornou de mão dupla. O “target” não quer mais ficar só olhando. Aproveite hoje cedo para fazer uma pesquisa rápida nos grandes sites de informação que eu seguia no Twitter e percebi que o axioma também é verdadeiro para o jornalismo.

A rede Globo, por exemplo, tem 1.779.735 seguidores. Segue apenas 236. Quais serão as pessoas que eles seguem? Pra mim é um mistério.A BBC Brasil tinha no início da tarde 85.376 seguidores. Seguia apenas 274. O Estadão é um pouco melhor. Tem 222.558 seguidores e seguia 73.362. O que chama a atenção nos números é que diante dos blockbusters do Twitter os seguidores das duas potências da comunicação brasileira são muito poucos.Barack Obama, por exemplo, tem mais de 10 milhões de seguidores, mas segue 689.456.

Eis os campeões mundiais, segundo The Twitaholic.com:

Lady Gaga (ladygaga) 13640606 141686
Justin Bieber (justinbieber) 12753773 116357
Barack Obama (BarackObama) 10147886 689456
Katy Perry (katyperry) 9893575 79
Kim Kardashian (KimKardashian) 9881483 143

Fica claro que a maioria ainda não entendeu o lance da mão dupla. Embora alguns, como o Estadão, estejam mudando, mudar a estratégia agora no meio do jogo parece complicado. Seguir e ser seguido demanda a implementação de uma equipe e os portais de notícias, no momento, estão restritos a reproduzir nas redes sociais uma parte do noticiário que está nos portais ou vai sair no dia seginte nos impressos.

Como nas demais novas mídias embutidas na internet, como portais, internet TV ou radio na web, a história pega as empresas num momento de contenção de despesas, boa parte dela gerada pelo medo de seguir em frente na alteração dos paradigmas da comunicação. Aconteceu antes em outros setores. A IBM reinava no mundo dos computadores até o surgimento dos PCs, que jogaram para o topo um desconhecido chamado Bil Gates e sua Microsoft. Tudo por causa do Windows.

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