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Texto de Blackball Online, tradução de Marcos Venancio

 

Social media marketing

Rede de troca

Eu vejo um número de agências de publicidade não saber o que fazer e como incorporar a mídia social em seu repertório. Na publicidade, alguns tentam aplicar as mesmas metodologias tradicionais do “broadcast”. Enquanto outras fazem isso, alguns fazem aquilo, e alguns não fazem nada. É uma nova mídia, e todo mundo está mexendo com ela, (pelo menos estamos fazendo alguma coisa), mesmo admitindo ou não. Mas o que faz a mídia social (que é simplesmente um outro dente na engrenagem do marketing na internet) gerar essa mudança de eixo nas agências de publicidade é que é um ambiente e atmosfera para conversas e intercâmbio.

Isso faz dela um ativo social e talvez, por instinto, um meio de participação, assim como o nome indica, e tão diferente de qualquer mídia de “broadcast” que as agências de publicidade utilizaram, evoluíram e adaptaram. Isso faz sentido, porque a maior parte dos meios de difusão eram conhecidos, até a Internet, para saber tudo sobre serviços ou produtos disponíveis. “Broadcasts” tradicionais foram e são uma rua de sentido único … e uma marca poderia manter distância.

Para ter uma conversa e troca com um produtor, vendedor e cliente, a única alternativa antes da internet era ir ao mercado, como os da roça, por exemplo, onde as pessoas se reúnem, jogam conversa fora, e a palavra é rei – com o “broadcasting” relegado ao banco de trás. Mas tudo isso mudou. Zilhões de nós, e e esse número vem crescendo sempre, estão papeando continuamente num território chamado de redes sociais, trazido para você onde quer-que-você-esteja graças à internet. As palavras não são transmitidas aqui, eles são trocados. E se a explosão das redes sociais provou alguma coisa é que a publicidade de “broadcast” não funciona tão bem com as pessoas em um ambiente em que há troca de conversa, e a expressão pode acontecer, e, obviamente, florescer. O “broadcast” de publicidade não vai a lugar nenhum, porém, droga, ela é um ícone americano, como o baseball e a torta de maçã, não é mais o top dos tops, como costumava ser, é “parte de uma coisa maior”, o que significa que não é mais o manda-chuva do bloco.

Vá a um evento social, de contatos, talvez a um sem fins lucrativos, qualquer evento, e as pessoas estarão falando, ouvindo, conversando, se expressando, não há tanto material de difusão acontecendo, então, depois de uma boa conversa, você pode entregar-lhes um cartão de visitas ou sugerir que visite seu site ou lhe telefonar. Isso é o que mais acontece dentro das redes sociais – apenas digitalmente, é uma base de desenvolvimento de relacionamento – em primeiro lugar.

E é aí que está o problema para um monte de agências de publicidade. Alguns delas precisam ter que aprender a conversar com pessoas de novo – não apenas transmitir aos clientes. Colocando lado-a-lado as coisas que fazem das mídias sociais uma escolha possível, talvez o futuro de algumas agências esteja no seu passado, com caras como David Ogilvey, cuja publicidade disse que algo percebido realmente vale a pena para as pessoas de um grupo de interesse particular, que por sua vez levou a um pouco de uma conversa dentro desse grupo de interesse particular, que por sua vez convenceu partes desse grupo de interesse especial para dizer “você está agora digno o suficiente para tentar vender-me seu produto – então use seu melhor argumento – porque você não tem tempo.”

Agências de publicidade inteligentes sabem que têm de adaptar-se à mídia social, pensando de outra maneira. Não uma nova maneira, apenas de um jeito que sempre soube, mas talvez tenha esquecido. Apesar de tudo, eu não vi ainda a entrada de um novo meio substituir qualquer um dos antigos, talvez mandar a mídia leão-da-montanha uns pontos para baixo ou empurrá-la um pouco, mas isso é tudo. E, às vezes, dependendo do tipo de meio novo, quando abre passagem e toma conta, pode realmente jogar uma chave inglesa no mercado – o que parece ser o que está acontecendo agora com a mídia social (que é uma espécie de eufemismo, eu acho).

Com base nesse lero-lero, vamos considerar algumas que eu vejo como as barreiras fundamentais que algumas agências de publicidade têm necessidade de enfrentar, quanto mais longe as mídia sociais vão:

Veja em inglês os conselhos do blog Blackball Online

 

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