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MacGyver

MacGyver

Acordamos todos os dias para tomar decisões muito importantes. Fazer o bem ou o mal, ser leal ou traiçoeiro, roubar e matar, ou não! A lista é grande. Quantos de nós, durante o dia, não mentimos para um amigo, para o grande amor da vida? Temos livre arbítrio para pecar (nada a ver com religiões, please!).

Mas também atiramos fora do alvo por omissão, por esticar a corda de nossos códigos morais. Somos capazes de justificar todos os atos, bons ou maus, que perpetramos na vida. O jornalista, mas que qualquer outra categoria, é craque nesse jogo. Nossa verdade é sempre a definitiva e usamos todas as armas para justificá-la.

Mas o livre arbítrio tem um preço. Convencemos e somos convencidos por argumentos. Afinal, o cérebro é assim, como disse lá no início. Acorda e toma decisões, para o yin e o yang, para o azul ou o vermelho. Não é a carne que é fraca, não. É o ser humano inteiro, porque queremos sempre acreditar em alguma coisa.

Cremos em duendes, fadas, príncipes encantados, cinderelas e religiões. Se deixar, acreditamos em astrologia, almas gêmeas e o escambau. O jornalista é um humano, como os outros, e comete as mesmas coisas que o cara da limpeza, o médico ou o advogado. Sabe aquela canetinha que afanamos do hotel?

Só não dá pra desculpar as coisas que fazemos, mesmo com o maior argumento do mundo. Responsabilidade é a palavra. Somos responsáveis por tudo que fazemos e no jornalismo o buraco disso aí é muito mais embaixo. Afeta milhares, milhões e, no mundo cibernético, às vezes bilhões.

Culpar a outra ponta é a saída mais fácil, mas não funciona. Voltar no tempo? Só MacGyver e a turma do túnel. Tudo que podemos fazer é não repetir erros, fazer melhor da segunda vez, melhor ainda da terceira, quarta, quinta. Saber que não somos perfeitos basta!

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