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Dalai lama Tenzin Gyatso

Dalai lama Tenzin Gyatso

O mundo muda e vem mudando há não sei quantos bilhões de anos. Nesta quinta, mais um sinal desse processo. O dalai lama Tenzin Gyatso disse, em São Paulo, a empresários brasileiros, que “especulação” e “avareza” são as causas de todas as crises.

Gyatso falou do ‘”limite” das coisas. O planeta não pode ser explorado indefinidamente. O fosso entre ricos e pobres precisa ser tapado. O 14º dalai lama aproveitou para alfinetar a China, onde, segundo ele, também há ricos de menos e pobres de mais.

Princípios, limite ao consumo e exemplo foram algumas palavras utilizadas por Gyatso, que está exilado na Índia depois que o Tibete foi invadido pelos “comunistas capitalistas” chineses, como ele se refere aos líderes do partido.

Para ele, apesar de evidências contrárias, o século 21 será do “diálogo”. Na Argentina, onde passou antes, duas medalhas de honra que lhe seriam dadas foram canceladas depois de pressão dos chineses.

O dalai lama, termo que designa o líder da escola Gelug do budismo tibetano (dalai quer dizer oceano em mongol e lama é a palavra para mestre), não é mais o líder político do governo tibetano no exílio. Essa função agora é de Lobsang Sangay, que estudou em Oxford e nasceu fora do Tibete.

O fato é que empresários agora querem saber desse “oceano de sabedoria” como resolver o planeta. Gyatso tem uma receita e ela é óbvia. Aliás, todos os remédios são assim. Acreditar neles depende de quem os prescreve.

Saiba mais sobre Tenzin Gyatso em Sua Santidade o Dalai Lama

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