Redes sociais

Lógica das redes é a da vida

A explosão das redes sociais provocou a criação de neologismos, como ególatra, para os que são seguidos mas não seguem ninguém, no Twitter, voyeur, para os amigos do Facebook que só espiam e não compartilham nada. Há muitos outros.

Ao relacionar esse mundo virtual com o real, percebe-se claramente que o primeiro reproduz exatamente a vida como ela é, e não poderia ser de outra forma. Recentemente, dei “follow” num sujeito e ele me repondeu: “Obrigado pelo FF. Estou seguindo de volta”.

Numa das diversas ferramentas disponíveis para checar o Twitter, estava lá. O cara não seguiu, mas achou que, muito esperto, poderia tapear com uma msg. Se deu mal. Bloquei a conta e tchau.

Outra prática, de alguns poucos, no Twitter, é seguir alguém, mas manter uma conta com cadeado, só autorizando para amigos reais, família etc. Bloqueio todos. Volta a analogia com o telefone: se alguém ligar, vc atende? Ou manda dizer que não está?

A lógica das redes sociais é a mesma da vida: compartilhe conhecimento, siga quem te segue, adicione quem te adiciona, bloquei quem te sacaneia, cancele quem não te adiciona e por aí vai.

Daqui a cinco anos, quem não estiver nessas redes não terá relacionamentos. Parece muito radical? Pode ser, mas vai piorar. Quando o telefone surgiu, as pessoas tinham medo de atender ligações. Lembro até hoje do primeiro lá de casa. Adivinhe quem foi o primeiro a usá-lo?

 

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